Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 11 de junho de 2015

As Inesgotáveis Riquezas do Sagrado Coração de Jesus (Ensaio em Fase de Conclusão) 12



A Primeira Grande Revelação1


Durante a Oitava do Santíssimo Sacramento, no ano de 1675, Nosso Senhor comunicou à Santa (Margarida Maria) numa só aparição, a “Grande Revelação”, confiando-lhe de novo os Seus desígnios, e fazendo-lhe conhecer os principais motivos, objetos e práticas da Devoção ao Seu Sagrado Coração, e pediu-lhe transmiti-los ao Padre Cláudio de la Colombière, S.J., que escolhera a fim de servir em parte ao estabelecimento da nova devoção. Esse eminente religioso tinha chegado pouco antes a Paray, onde ocupava o cargo de Superior dos Jesuítas. Ela obedeceu, e Padre de la Colombière consagrou-se logo inteiramente ao Sagrado Coração de Nosso Senhor, e ordenou a Santa Margarida Maria que escrevesse a narração da “Grande Revelação”, o que ela fez imediatamente.

Esse religioso procurou desde logo divulgar o novo Culto. Enviado pouco tempo depois para a Inglaterra na qualidade de Confessor de S. A. R. a duquesa de York, que foi mais tarde Rainha da Inglaterra, conseguiu durante a sua permanência em Londres inspirá-la a diversas pessoas, como refere nos seus escritos. Ao concluir então o Diário de seus “Retiros Espirituais”, nele transcreveu o escrito de Santa Margarida Maria, assim como uma Oblação ao Sagrado Coração de Jesus Cristo que compôs ao consagrar-se ali novamente a Ele.

Vindo a falecer o Bem-aventurado Padre de la Colombière em 1682, alguns anos após ter regressado à França, todas as suas obras foram publicadas em 1684; pelo seu singular valor, e por ser esse Padre muito conhecido e estimado pelo seu fervor e pela sua eloquência, gozando mesmo de fama de santidade, lograram imediatamente grande sucesso; e foi desta forma que, pela leitura dos “Retiros Espirituais” desse venerando religioso, o público teve pela primeira vez conhecimento de uma aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo relativa à instituição da Devoção ao Seu Sagrado Coração.

É o seguinte o trecho em apreço que reproduz o escrito de Santa Margarida Maria:

Acabando, diz ele, este retiro, cheio de confiança na Misericórdia de meu Deus, fiz-me lei procurar por todos os meios possíveis, a execução do que me foi prescrito da parte de meu adorável Mestre, com relação ao Seu precioso Corpo no Santíssimo Sacramento do Altar, onde o creio Verdadeira e Realmente presente; cumulado das doçuras em que posso tomar gosto e que posso receber da Misericórdia de meu Deus sem as poder explicar, reconheci que Deus queria que O servisse procurando o cumprimento de Seus desejos relativos à Devoção que sugeriu a uma pessoa a quem se comunica muito confiadamente, e para a qual quis servir-se de minha fraqueza. Já a inspirei a muitas pessoas na Inglaterra, e escrevi a respeito para a França, e roguei a um de meus amigos fazê-la ali muito útil, e o grande número de almas escolhidas que há naquela Comunidade me faz crer que a prática nessa Casa santa será muito agradável a Deus. Pudesse eu, meu Deus, estar em toda parte, e publicar o que esperais de Vossos servos e amigos?

Tendo-se Deus manifestado, pois, à pessoa que se tem motivo de crer estar conforme ao Seu Coração, pelas grandes Graças que lhe fez, ela explicou-se comigo a respeito, e obriguei-a a escrever o que me dissera, que de boa mente quis escrever eu mesmo no diário dos meus retiros, porque o Bom Deus quer na execução deste desígnio, servir-se das minhas fracas dedicações (esforços).

Estando, diz esta santa alma, diante do Santíssimo Sacramento num dia de Sua Oitava, recebi de meu Deus Graças excessivas de Seu Amor; tocada do desejo de usar de algum retorno, e de pagar amor por amor, Ele me disse: Não Me podes corresponder melhor, que fazendo o que tantas vezes Te pedi; e descobrindo-me Seu divino Coração: Eis este Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até exaurir-se e consumir-se para lhes testemunhar o Seu Amor; e em reconhecimento não recebo da maior parte, senão ingratidões, pelos desprezos, irreverências, sacrilégios e friezas que eles tem para Comigo neste Sacramento de Amor; porém, o que mais Me desgosta, é que são corações que Me são consagrados. É por isso, que te peço que a Primeira Sexta-feira depois da Oitava do Santíssimo Sacramento, seja dedicada a uma Festa Particular para honrar o Meu Coração, fazendo-lhe reparação de honra com um Ato de Desagravo, comungando nesse dia, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo que esteve exposto nos Altares; e Eu te prometo que Meu Coração se dilatará para derramar com abundância aos influxos do Seu divino Amor sobre os que lhe prestarem esta honra. – Mas, meu Senhor, a quem Vos dirigis, lhe disse essa pessoa, a tão fraca criatura e tão pobre pecadora, que sua indignidade seria mesmo capaz de impedir o cumprimento de Vosso desígnio? Tendes tantas almas generosas para executar os Vossos desígnios. – Pois, que, não sabes que Me sirvo dos mais fracos seres para confundir os fortes? Que é ordinariamente sobre os mais pequenos e pobres de espírito, sobre os quais faço ver o Meu poder com mais fulgor, a fim de que nada se atribuam a si mesmo? – Dai-me pois, disse-lhe eu, o meio de fazer o que Me ordenais; – por então Ele acrescentou: Dirige-te a Meu servo N. e dize-lhe de Minha parte, que faça o que puder para estabelecer esta Devoção, e dar este prazer ao Meu divino Coração; que não esmoreça pelas dificuldades que há de encontrar nisto, pois elas não faltarão, mas ele deve saber que é todo-poderoso aquele que desconfia inteiramente de si mesmo, para confiar-se inteiramente a Mim”2.


Devoção Para os Últimos Tempos

Mas Deus não deixou a Sua Obra imperfeita, inspirou Ele mesmo esta Devoção, que fizera conhecer a Santa Gertrudes ser particularmente reservada para estes últimos tempos, a fim de excitar com este meio a tibieza e a covardia dos fiéis; e por meio de um pequeno livro composto quase por acaso, sem estudo, sem arte, sem desígnio, inspirou esta Devoção mesmo às pessoas que nunca a tinham apreciado, e que outrora sem saber quase de que se tratava, a haviam, por assim dizer, desacreditado, e Deus serviu-se mesmo particularmente destas para inspirá-la quase por toda parte... Enfim, a aprovação universal que teve esta Devoção, a estima que dela fazem pessoas de um mérito e de uma virtude universalmente reconhecidos, faz esperar que Jesus Cristo será de ora em diante menos esquecido, melhor servido, e muito mais amado”.3


Objeto Particular desta Devoção

O objeto particular desta Devoção é o Amor imenso do Filho de Deus, que O levou a entregar-se por nós à morte, e a Dar-se inteiramente a nós no Santíssimo Sacramento do Altar, sem que a vista de todas as ingratidões e de todos os ultrajes que devia receber nesse Estado de Vítima Imolada até o fim dos séculos, tivesse podido impedi-lo de fazer este prodígio: preferindo expôr-se todos os dias aos insultos e aos opróbrios dos homens, do que não lhes testemunhar, pela maior de todas as maravilhas, até que excesso Ele nos ama”4.


Agraciamento de Santa Margarida Maria

Pode-se dizer que este amável Salvador reuniu em nosso tempo na pessoa desta santa religiosa, todas aquelas Graças extraordinárias, que fizera nos séculos passados às maiores Servas de Deus. (Ela) Teve a felicidade de conversar diversas vezes intimamente com Jesus Cristo como Santa Mechtilde e como Santa Gertrudes. O Filho de Deus deu-lhe o Seu Coração da mesma maneira que O havia dado a Santa Catarina de Sena, tendo-lhe tomado o seu que purificou, e que o abrasou com Seu puro Amor, como fizera àquela grande Santa. Quis deixar-lhe, como a Santa Teresa, uma prova contínua e sensível desta Graça extraordinária, por uma dor no lado muito sensível, que nenhum remédio humano jamais pode aliviar, e que a acompanhou até o túmulo...”5.

S. Margarida Maria

Procuro uma Vítima

Dir-vos-ei pois, que este Divino Salvador, tendo um dia aparecido a sua indigna escrava, Me disse: – Procuro uma vítima para o Meu Coração, a qual queira se sacrificar como uma hóstia de imolação ao cumprimento dos Meus desígnios; – e então sentindo-me toda penetrada da grandeza daquela Soberana Majestade, prosternei-me humildemente a Seus pés, e apresentei-lhe diversas santas almas que corresponderiam fielmente aos Seus desígnios. – Não, outra não quero senão a ti, disse-Me este amável Salvador, e é por isso que Te escolhi. – Então desfazendo-me em lágrimas, repliquei-lhe que bem sabia Ele ser eu uma criminosa, e que as vítimas deviam ser inocentes, que na verdade não tinha outra vontade senão a Dele, mas que não me podia resolver a fazer outra coisa do que aquilo que a minha Superiora me ordenasse: ao que consentiu... Mas era em vão que Lhe resistia, porquanto, não me deu descanso, até que por ordem da obediência, me tivesse imolado a tudo aquilo que desejava de mim, que era me tornar uma vítima imolada a toda sorte de sofrimentos, de humilhações, de contradições, de dores e de desprezos sem outra pretensão que a de cumprir os Seus desígnios; tendo-me oferecido a isto de todo o meu coração, disse-Me saber quais eram meus receios; mas que Me prometia (como creio já vo-lo ter dito) ajustar de tal forma as Suas Graças ao espírito de minha Regra, à obediência devida às minhas Superioras, à minha fraqueza e enfermidade, que um não impediria ao outro”6.


Aprendei de Mim,
que Sou Manso e Humilde de Coração,
e achareis descanso para as vossas almas.

Quanto ao que concerne aos assinalados favores que meu Salvador me fez a respeito da Devoção ao Seu Sagrado Coração, eu não saberia empreender relatá-los pormenorizadamente. Eis a respeito para satisfazer às ordens de minha Superiora. Foi que num dia de São João Evangelista, após ter recebido de meu divino Salvador uma Graça, pouco mais ou menos semelhante àquela que recebeu na noite da Ceia, esse bem-amado Discípulo, este divino Coração foi-me representado como num trono todo de fogo e de chamas, radiando de todo lado, mais brilhante que o sol, e transparente como um cristal. A Chaga que recebeu na Cruz, nEle aparecia visivelmente; havia uma coroa de espinhos ao redor deste Sagrado Coração, e uma Cruz em cima; e meu divino Salvador fez-Me conhecer que estes instrumentos de Sua Paixão significavam, que o imenso Amor que teve para com os homens, havia sido a Fonte de todos os Seus sofrimentos, e de todas as humilhações que quis sofrer por nós: que desde o primeiro instante de Sua Incarnação, todos estes tormentos e estes desprezos lhe haviam estado presentes, e que foi desde este primeiro momento que a Cruz foi, por assim dizer, plantada no Seu Sagrado Coração, que aceitou desde então para nos testemunhar Seu Amor, todas as humilhações, a pobreza, as dores, que a Sagrada Humanidade devia sofrer durante todo o curso de Sua Vida mortal, e os ultrajes a que o Amor O devia expôr até o fim dos séculos sobre os altares no Santíssimo e Augustíssimo Sacramento.

Fez-me conhecer em seguida que o grande desejo que tinha de ser perfeitamente amado dos homens, Lhe fizera formar o desígnio de Lhes manifestar o Seu Coração, abrindo-lhes todos os tesouros de Amor, de Misericórdia, de Graças, de Santificação e de Salvação que contém, a fim de que todos os que quiserem prestar-Lhe e procurar-Lhe todo o amor e toda a honra que lhes fosse possível, fossem enriquecidos com profusão de Seus divinos tesouros de que este Sagrado Coração é a Fonte, assegurando-Me que tinha um prazer especial em ser honrado na Figura deste Coração de Carne, do qual queria que fosse a Imagem exposta em público: a fim, acrescentou, de tocar com este objeto o coração insensível dos homens, prometendo-Me que derramaria com abundância no coração de todos aqueles que O honrassem, (com) todos os Dons de que está cheio, e que em todas as partes onde esta Imagem fosse exposta para ser especialmente honrada, Ela atrairia toda a sorte de bênçãos: que, aliás, esta Devoção era como um último esforço de Seu Amor, que queria favorecer os Cristãos nestes últimos séculos, propondo-Lhes um objeto e um meio ao mesmo tempo tão próprios para convidá-los amorosamente a amá-Lo, e a amá-Lo solidamente.

Depois disto este divino Salvador me disse pouco mais ou menos estas palavras: “Eis, minha filha, o desígnio para o qual Te escolhi; é por isto que Te fiz tão grandes graças, e que tomei um cuidado tão particular de ti, desde o berço. Tornei-Me Eu mesmo teu Mestre e teu Diretor, só para dispôr-te a receber todas estas grandes graças, entre as quais deves contar esta, como uma das mais assinaladas, pela qual Te descubro, e Te dou o maior de todos os tesouros, mostrando-Te, e dando-Te ao mesmo tempo o Meu Coração”. Então, prostrando-me com a face em terra foi-me impossível expressar meus sentimentos de outro modo que pelo meu silêncio, que interrompi em breve com as minhas lágrimas e com os meus suspiros.

Desde aquele tempo as graças de meu Soberano Mestre tornaram-se mais abundantes, o que fez que não podendo conter os sentimentos do ardente amor que sentia para com Jesus Cristo, eu procurava difundi-los pelas minhas palavras em todas as ocasiões, com o pensamento que tinha de que os outros recebendo as mesmas graças que eu, estivessem com os mesmos sentimentos. Mas fui disto dissuadida tanto pelo Reverendo Padre de la Colombière, quanto pelas grandes oposições que a isto encontrei...

O tempo que o meu divino Salvador havia destinado para esta Obra ainda não chegara; entretanto, cuidou Ele mesmo, como Me havia prometido, de me dispôr segundo o Seu desejo, às graças que me queria fazer, mas só foi fazendo-Me graças ainda maiores do que aquelas que já me fizera. A primeira, foi que depois de uma Confissão Geral de toda a minha muito criminosa vida, logo após a absolvição, fez-Me ver um vestido mais branco que a neve ao qual chamava o vestido de Inocência, de que Me revestiu, dizendo-Me, parece-me, pouco mais ou menos estas palavras: “Minha filha, de agora em diante as faltas que cometeres, humilhar-te-ão muito, mas não Me obrigarão a afastar-Me de ti”. Em seguida, abrindo-Me pela segunda vez o Seu adorável Coração, acrescentou: “Eis aqui, o lugar de tua morada eterna, onde poderás conservar sem mácula, o vestido de Inocência de que revesti tua alma”. Desde aquele tempo não me lembro de ter jamais saído deste amável Coração. Encontro-me sempre Nele, mas de um modo e com sentimentos que não me é permitido exprimir: tudo o que posso dizer, é que habitualmente me encontro Nele como numa fornalha ardente de puro amor...”7.

Revelação da Hora Santa

Minha filha, esteja atenta à Minha Voz, e ao que Te peço para dispôr-te ao cumprimento dos Meus desígnios: Receber-Me-ás no Santíssimo Sacramento tão frequentemente quanto a obediência te o quiser permitir, por mais mortificações e humilhações que disto te devam advir, as quais receberás como um penhor do Meu Amor; comungarás além disso, todas as primeiras Sextas-feiras de cada mês: e todas as noites de Quinta-feira para Sexta-feira far-Te-ei participar daquela mortal tristeza, que aceitei sofrer no Jardim das Oliveiras, e a qual te reduzirá a uma espécie de agonia mais dura de suportar que a morte. E para acompanhar-Me naquela humilde prece que apresentei então a Meu Pai no lastimoso estado a que estive reduzido, levantar-te-ás entre onze horas e meia-noite, para passar uma hora em oração, prosternada, com a face por terra, tanto para aplacar a Minha Cólera pedindo misericórdia pelos pecadores, quanto para adoçar de algum modo a amargura que senti então, vendo-Me abandonado de Meus Apóstolos: o que Me obrigou a lhes censurar a sua covardia dizendo-Lhes que não haviam podido vigiar uma hora Comigo; e durante aquela hora Eu mesmo Te ensinarei o que tiveres de fazer.

Mas no meio de todas as graças que Te faço, tem muito cuidado, Minha filha, em não crer ligeiramente em todo espírito, e nele não te fies, pois o Demônio nada esquecerá para te enganar; por isso nunca faças nada sem a aprovação daqueles que te dirigem, a fim de que tendo o consentimento de tuas Superioras, jamais caias nos laços que te arma, porque ele não tem poder sobre os verdadeiros obedientes”8.


O Amor Não é Amado:
Amorosas Queixas de Nosso Senhor.

Os homens, tem apenas friezas e recusa por todas as Minhas solicitudes para lhes fazer o bem...”9.

Olha como os pecadores Me tratam... Meu povo escolhido Me persegue...”10.

Não haverá ninguém que tenha piedade de Mim e que queira compadecer-se de Mim e tomar parte na Minha dor, no lastimável estado em que os pecados Me colocam, sobretudo nestes tempos?”11.

Satanás “precipita (as almas) aos montes no caminho da perdição...” É necessário, pois, “retirar as almas do caminho da perdição eterna...”, e as “colocar no caminho da salvação”12.

Ardentes Desejos de Nosso Senhor

Se soubesses como estou ansioso por Me fazer amar pelos homens, nada pouparias... Tenho sede, abraso-Me em desejos de ser amado!”13.

Meu divino Coração anda tão apaixonado de amor pelos homens...”14.

O adorável Coração de Jesus quer estabelecer Seu Reino de amor em todos os corações, (e com isso) destruir e arruinar o (reino) de Satanás. Parece-me que O deseja tanto, que promete grandes recompensas aos que de bom grado se dedicarem a isso de todo coração, segundo a capacidade e as luzes que Lhes der”15.

É preciso que Meu Coração difunda por meio de ti as chamas de sua ardente Caridade e se manifeste aos homens para enriquecê-los com Seus preciosos tesouros... que contêm as graças santificantes e salutares, para retirá-los do abismo da perdição”16. Tal é “o derradeiro esforço de Seu amor...” para “favorecer os homens, nesses últimos séculos, com Sua Redenção amorosa”17.


A Entronização da Imagem do Sagrado Coração
de Jesus Cristo nos Lares Cristãos

A Entronização pode definir-se: o reconhecimento oficial e social da Soberania do Coração de Jesus sobre uma família cristã.

Reconhecimento afirmado, tornado sensível e permanente pela instalação solene da Imagem desse Coração Divino, no lugar de honra e pelo Ato de Consagração.

Foi o próprio Deus de Misericórdia que disse: que, 'sendo a Fonte de todas as bênçãos, Ele as distribuiria em abundância em todos os lugares onde fosse colocada a Imagem do Seu Coração, para ser amada e honrada'.18

Disse ainda: 'Eu reinarei apesar dos Meus inimigos e de todos aqueles que quiserem se opôr'.19

A Entronização não é, então, outra coisa senão, a inteira realização do conjunto dos pedidos feitos pelo Sagrado Coração em Paray-le-Monial e das Promessas magníficas que acompanharam esses pedidos.

Digo o conjunto, porque a família a santificar é o objeto transcendente de todo esse apostolado: célula social, ela deve ser o primeiro trono vivo do Rei de Amor.

Para transformar, para salvar de novo o mundo, é preciso que o Natal se perpetue, que o Emanuel, o Jesus do Evangelho, habite sempre entre nós.

É preciso, para se chegar ao Reino Social de Jesus Cristo, retomar a Sociedade pela base e refazer a família cristã.

É pela família que se afirma e se mede o valor de um povo. O povo vale o que vale a família.

Dizia-me um grande convertido: 'Padre, o senhor nunca poderá exagerar a importância da Cruzada que está pregando. Deixamos de boa vontade para os católicos as igrejas, as capelas, as catedrais; basta-nos, para perverter a Sociedade, possuir as famílias. Se nisso formos bem sucedidos, acabou-se a vitória da Igreja'.

Oh! Como será sempre verdadeira esta Palavra de Jesus: 'Os filhos deste século são mais prudentes que os Filhos da Luz'.20

O grande mal da nossa Sociedade é que Ela perdeu o sentido do Divino. Que remédio dar a esse mal?

Voltar a Nazaré.

Foi por Nazaré, fundando a Santa Família, que o Verbo começou a Redenção do Mundo. As Sociedades para serem redimidas deverão voltar para lá.

Mostraram-vos quadros horríveis da devastação das igrejas nos países invadidos; vossas almas de católicos ficaram revoltadas. Pois bem, a ruína da família cristã é um ainda maior... A família é um templo dos templos. Não são essas igrejas esplêndidas, essas igrejas de pedra que salvarão o mundo, são as famílias cristãs, é Nazaré.

A família é a fonte da vida, a primeira escola da criança. Se a fonte da vida nacional for envenenada, a nação perecerá. O que queremos é inocular nas famílias a Fé e o Amor ao Sagrado Coração. Se Jesus Cristo for inoculado nas raízes, toda a árvore será de Jesus Cristo.

Ora, a Entronização é Nosso Senhor vindo reclamar Seu lugar no lar; como outrora, no fim de Suas viagens apostólicas, Ele pedia hospitalidade em Betânia; lugar de honra, porque Ele é Rei21 e, --- nós o repetimos --- Ele deve reinar sobre cada família em particular, a fim de vir a reinar bem cedo sobre a Sociedade... lugar íntimo e familiar porque Ele é Amigo22 e é pelo Seu Coração, pelo Seu Amor que Ele quer reinar.

A Entronização é, portanto, de fato, o Emanuel, o Jesus do Evangelho habitando ainda entre nós.

Todos os dias os milagres mais esplêndidos, mais inesperados, vem corresponder à confiança das famílias que souberam dizer 'Mane nobiscum!'.23 Sim, fica conosco! Fica... fecharemos a porta depois que entrares, queremos guardar-Te conosco para sempre!...”.24

* Chamai um Sacerdote amigo e fazei o quanto antes a Entronização da imagem do Sagrado Coração de Jesus em sua casa. “Venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no Céu”.25


Devoção da Guarda de Honra
do Sagrado Coração de Jesus26

Eu quero formar ao redor de Meu Coração uma coroa de doze estrelas, composta dos Meus mais queridos e fiéis servos* (Nosso Senhor a S. Margarida Maria Alacoque).

*Aqueles fiéis servos repartidos às doze horas são:

I. São José. II. Os Justos. III. Os Serafins. IV. Os Querubins. V. Os Tronos. VI. As Dominações. VII. As Virtudes. VIII. As Potestades. IX. Os Principados. X. Os Arcanjos. XI. Os Anjos. XII. Nossa Senhora.

Devem ser recitados diariamente pelos Guardas de Honra o Pai Nosso, a Ave Maria, o Glória ao Pai, o Credo, e a jaculatória: “Doce Coração de Jesus, fazei que eu Vos ame sempre cada vez mais” (300 dias de indulgência).


Guarda de Honra

A Associação da Guarda de Honra foi instituída para consolar ao Divino Salvador da ingratidão e ultrajes dos homens, dar-Lhe glória, tributar-Lhe amor e fazer a Seu Divino Coração reparação dos desacatos que continuamente recebe no Santíssimo Sacramento. É a Guarda de Honra uma piedosa milicia que se revesa ao redor do Trono Eucarístico de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Foi a Guarda de Honra do Sagrado Coração de Jesus erigida por Leão XIII, em Arquiconfraria na igreja das Religiosas da Visitação, em Bourg (Ain), para a França e Bélgica, e em Roma na igreja dos Santos Vicente e Anastácio para a Itália. Foi esta Associação enriquecida de muitas indulgências por Pio IX que considerava “uma das suas maiores glórias ser o primeiro Guarda de Honra do Sagrado Coração de Jesus; e que um dos seus mais ardentes votos (dizia ele) era ver propagada a Guarda de Honra por todo o mundo”.

Os Protetores especiais da Guarda de Honra são: Nossa Senhora do Sagrado Coração, cuja Festa é a 31 de Maio; S. José, a 19 de Março; S. Francisco de Assis, a 4 de Outubro; S. Francisco de Sales, a 29 de Janeiro, e S. Margarida Maria Alacoque, a 27 de Outubro.

Oferecimento da Hora de Guarda

Ó Divino Jesus, meu dulcíssimo Salvador, eu Vos ofereço esta hora de guarda, durante a qual em união com os Protetores (nomeie-se o Protetor da hora que se tiver escolhido), desejo muito do fundo do coração amar-Vos, glorificar-Vos e principalmente consolar o Vosso Adorável Coração com meu amor. Aceitai, pois, nesta intenção os meus pensamentos, as minhas palavras, as minhas ações, e minhas penas. Recebei sobretudo o meu coração: eu vo-Lo ofereço sem reserva, suplicando-Vos que o inflameis no fogo do Vosso Amor. Amém.

Oração Para se Recitar no Fim da Hora de Guarda

Ó Jesus, meu amantíssimo e dulcíssimo Salvador, permiti que Vos ofereça a Vós, e por Vosso intermédio ao Pai Eterno, o Preciosíssimo Sangue e Água que manaram da Chaga aberta em Vosso Divino Coração, na Árvore da Cruz. Dignai-Vos de aplicar eficazmente este Sangue e esta Água a todas as almas, e principalmente às dos pobres pecadores, e à minha. Purificai, regenerai, salvai a todos os homens pelos Vossos merecimentos infinitos. Concedei-Nos, enfim, ó Jesus, entrar em Vosso Coração amantíssimo e nele habitar para todo sempre! Amém. (100 dias de indulgências)

Jaculatória

Louvado, adorado, amado seja a todo momento o Santíssimo Coração Eucarístico de Jesus em todos os tabernáculos do mundo até a consumação dos séculos. Amém. (Indulgenciada)

O Sagrado Coração de Jesus
conquista e santifica o
Presidente da República
do Equador27

Garcia Moreno foi um cristão digno desse nome; desde sua viagem a Paris, nunca mais foi vítima do respeito humano.

Aquele, cuja virtude não tem por fundamento a graça de Deus, obtida pela oração e humildade, é sempre pequeno e vicioso por muitos lados.

A piedade num Estadista é hoje um fato raro e excepcional. Onde se acha um São Luís, um São Fernando, um Santo Eduardo nos tronos do nosso mundo moderno?

A piedade em Garcia Moreno não era cega. Baseava-se numa fé viva e esclarecida: viva como os filhos da Católica Espanha; refletida como a de um sem número de inteligências de primeira ordem de todos os séculos, de sábios sem par em todos os ramos da ciência. Pouca ciência afasta de Deus, muita ciência faz a Ele voltar”. E, com efeito, nunca tem brilhado, como hoje, a verdade desse axioma, porquanto, ao passo que os grandes sábios se prostram humildes diante do Altíssimo, a turbamulta dos que tem apenas um vislumbre de ciência, anda por toda a parte a atacar e blasfemar o que jamais estudaram.

Tal não era Garcia Moreno.

Filósofo de uma lógica de ferro, dotado de bom senso admirável, iniciado em todos os segredos das ciências históricas, naturais e físicas, sentia-se antes movido à compaixão, quando lia ou ouvia as discussões absurdas e afirmações infundadas de certos jornais e livros inimigos do Catolicismo. Quando alguém se atrevia a repetir diante dele aquelas objeções, que apenas servem a muitos de pretexto, para não cumprirem os seus deveres de cristãos, ele as pulverizava com tanta erudição e lógica, que até os mais ilustrados ficavam atônitos.

Ao ouvir certos católicos, que ousavam atacar o Syllabus, mal podia conter a sua indignação. “O Syllabus, dizia ele, deve ser o Credo dos povos, que não querem perecer”. E, com efeito, poderá haver erros mais perniciosos para a sociedade do que o Panteísmo, a Liberdade Absoluta de pensar e escrever, o Naturalismo, o Socialismo, etc.!

Não era, porém, só com as luzes da ciência e da razão que Garcia Moreno procurava fortalecer em sua alma o dom preciosíssimo da fé; era mais ainda recorrendo à fonte das luzes sobrenaturais, à oração e a meditação.

Se os reis, dizia Santa Teresa, fizessem todos os dias, meia hora de oração, quão depressa seria transformada a face da terra!” Garcia Moreno realizou o desejo da grande Santa, e daí lhe veio sem dúvida a inspiração das suas empresas tão bem sucedidas pela regeneração da Pátria.

Fossem quais fossem as suas ocupações, fazia todos os dias meia-hora de meditação nos seus livros de predileção: o Evangelho e a Imitação de Cristo. Nos seus últimos anos nunca deixou de fazer retiro espiritual.

Concebeu assim tão grande ideia da Majestade Divina e dos seus atributos que, em todas as dificuldades, repetia a sua divisa familiar, que também havia de ser a sua última palavra neste mundo: Deus não morre!

A Deus só, atribuía tudo o que fazia. Numa mensagem ao Congresso, depois de dizer os grandes progressos realizados, assim concluía: “Se falo destes felizes resultados, não é para glória minha, mas para a glória d'Aquele a quem tudo devemos, e a quem adoramos como nosso Redentor, nosso Pai, nosso Salvador, nosso Deus.

Tinha para com os Sacerdotes, extraordinária veneração. Um pobre capuchinho, de passagem em Quito, indo lhe fazer uma visita, apresentou-se com o solidéu na mão. – “Cobri-vos, meu Padre”, disse o Presidente logo que o viu, e descobriu-se a si mesmo.

– “Um pobre religioso, atalhou o frade, não pode estar de cabeça coberta diante do Presidente da República”.

Não, Padre, respondeu Garcia Moreno, o Chefe do Equador nada é na presença de um Sacerdote do Altíssimo” e colocou-lhe o solidéu sobre a cabeça.

Foi também na meditação que hauriu o desapego dos bens terrenos que o fazia dar o seu dinheiro sem contar para alívio dos pobres e doentes, viúvas e órfãos.

Foi nela que hauriu a paciência admirável, de que deu prova nas tribulações, que lhe amarguraram a vida.

Onde poderia ele aprender, a não na meditação, a sofrer por Jesus Cristo as maiores afrontas e a dizer aos amigos palavras sublimes, como as seguintes:

A injúria é meu salário. Se meus inimigos me perseguissem pelos meus crimes, pedir-lhes-ia perdão. Mas eles me odeiam, porque amo a minha Pátria; porque quero conservar-lhe o seu mais precioso tesouro, a Fé; porque sou e me mostro filho submisso da Igreja. A esses homens de ódio nada tenho a dizer, senão: Deus não morre!”

Para darmos ideia adequada da firmeza da sua fé, nada podemos dar mais probante do que as resoluções, que ele próprio escrevera na última página da sua Imitação de Cristo.

Todas as manhãs farei oração e pedirei particularmente a virtude da humildade. Todos os dias assistirei à Missa, rezarei o Rosário, lerei um capítulo da Imitação e este Regulamento.

Cuidarei em me conservar o mais possível na Presença de Deus, sóbrio nas conversas, a fim de não dizer palavra alguma demais! Oferecerei muitas vezes meu coração a Deus, principalmente, no começo das minhas ações.

Direi cada vez que soar a hora: sou pior do que um Demônio e o Inferno devia ser a minha morada. Estando no meu aposento, nunca rezarei sentado, podendo fazê-lo de pé.

Fazer atos de humildade, beijar a terra, desejar toda a sorte de humilhações, alegrar-me, quando censurarem minha pessoa ou meus atos. Nunca falar de mim, a não ser para confessar meus defeitos e faltas.

Todas as manhãs porei por escrito aquilo que tiver de fazer no dia. Observarei escrupulosamente as leis em todos os meus atos. Confessar-me-ei todas as semanas. Não passarei mais de uma hora a jogar e nunca antes da 8 horas da noite”.

Este Regulamento foi sempre cumprido à risca por Garcia Moreno, até na guerra e em viagem, com suma edificação de todos aqueles que o viam ou tinham a felicidade de ser hospedado em sua casa.

De manhã, ele mesmo preparava o Altar e os Paramentos para a Missa, ajudando-a em presença de toda a família e hóspedes. De noite, cercado da família, criados e ajudantes de ordens, ele rezava a oração. Aos Domingos jamais deixava de assistir aos Ofícios da Igreja e ensinava o Catecismo aos criados.

Viam-no sempre a seu posto nas demonstrações religiosas, acompanhado dos ministros e de todas as autoridades civis e militares.

Visitava frequentemente a Jesus Cristo Sacramentado; fazia a Santa Comunhão todos os Domingos, e às vezes na semana. Quando levavam o Santíssimo a um doente, apressava-se em escoltar ao seu Deus no meio do povo com todo o recolhimento.

Como todo católico, tinha Garcia Moreno especial devoção para com Maria Santíssima. Já vimos que, depois da tomada de Guayaquil, atribuindo a vitória à proteção da Virgem, obteve que o Congresso declarasse Nossa Senhora das Mercês Padroeira da República.

Depositava na Mãe de Deus, toda a sua confiança e trazia sobre si o bentinho e o terço que rezava todos os dias. Quis também entrar na Congregação de Nossa Senhora; havendo, porém, duas seções, sendo uma para pessoas de distinção e outra para operários, escolheu esta, dizendo: “O meu lugar está no meio do povo”. Imagine-se a alegria desses bons operários, vendo o Presidente alistar-se nas suas fileiras.

Da sua devoção para com São José deu prova pela inscrição da Festa desse glorioso Santo entre os dias santificados.

Ainda mais notável foi a sua devoção para com o Sagrado Coração de Jesus, e bem o provou pela Consagração Oficial da República do Equador ao Divino Coração, declarando que a sua Festa seria festa nacional.

Por inspiração de Garcia Moreno, o terceiro Concílio Nacional de Quito, lavrou um Decreto, mandando consagrar o Equador ao Coração de Jesus.

Por seu lado, apresentou ele ao Congresso uma Moção, pedindo que o Estado se unisse oficialmente à Igreja nesse ato solene. Esta Moção foi votada por unanimidade.

Pouco tempo depois, no mesmo dia e hora, em todas as Igreja da República, teve lugar e cerimônia da Consagração.

Em Quito o ato foi imponentíssimo.

Quando o Arcebispo acabou de pronunciar a fórmula em nome da Igreja, Garcia Moreno, cercado de todas as autoridades, a pronunciou em nome da Nação.

Tal foi o entusiasmo produzido por esta grande manifestação de fé dos Equatorianos que diversos membros do Congresso pensaram em erigir, em nome da Nação, um templo ao Sagrado Coração, sendo, porém, este projeto adiado até 1884 por motivo de economia.


1Pe. João Croiset, S.J., ob. cit., “Prólogo”, X-XIII.
2B. Padre C. de la Colombière, “Retraite Spirituelle”.
3Pe. J. Croiset, S.J., “La Dévotion au Sacré-Coeur de Notre-Christ”, Lion, 1698, pp. 16-17.
4Pe. J. Croiset, S.J., ob. cit., “Prólogo”, XXVIII.
5Pe. J. Croiset, S.J., ob. cit., pp. 59-60.
6Pe. J. Croiset, S.J., ob. cit., pp. 68-70; Carta 5.
7Carta 5, de S. Margarida M. Alacoque ao seu Confessor, o Padre João Croiset, S.J.; cfr. Pe. J. Croiset, S.J., ob. cit., pp. 75-80.
8Pe. J. Croiset, S.J., ob. cit., pp. 81-82.
9S. Margarida M. Alacoque, Autobiografia, 56.
10S. Margarida M. Alacoque, Escritos por ordem de Madre de Saumaise, 34; Fragmentos, III.
11S. Margarida M. Alacoque, “Vie et Oeuvres”, 2, 115.
12S. Margarida M. Alacoque, Cartas 97, 100, 102, 131-133.
13S. Margarida M. Alacoque, Carta 135.
14S. Margarida M. Alacoque, Autobiografia, 53.
15S. Margarida M. Alacoque, Carta 118.
16S. Margarida M. Alacoque, Autobiografia, 53.
17S. Margarida M. Alacoque, Carta 133.
18Vie et Oeuvres de Ste. Marguerite-Marie, por Mons. Guathey, II, 296.
19Mons. Guathey, II, 104.
20Luc. 16, 8.
21Jo. 18, 37.
22Cânt. 5, 16.
23Luc. 14, 20.
24Pe. Mateo Crawley-Boevey, “Jesus, Rei de Amor”, 1ª Parte, Cap. I, pp. 15-24; 2ª Edição, Ed. Vozes, Petrópolis, 1939.
25Mat. 6, 10.
26“Manual das Missões e Devocionário Popular”, por um Padre da Missão, pp. 223-232; 1908.
27Pe. Desidério Deschand, “Garcia Moreno – Presidente da República do Equador (1821-1875)”, pp. 177-182; 2ª Edição, Typographia “Vozes de Petrópolis”, Petrópolis, 1912. Cfr. também Pe. Saint-Omer, C.Ss.R., “O Sagrado Coração de Jesus segundo Santo Afonso de Ligório”, “1ª Sexta-feira do Mês de Fevereiro”, pp. 299-302; 5ª Edição, Typographia de Frederico Pustet, Ratisbona, 1926.

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