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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 6 de novembro de 2011

Não Querer ter Filhos... A Voz da Igreja (Cont.)


A Voz do Papa Pio XI


"O assunto precedente é de tanta importância e atualidade, que passo a estudá-lo com as palavras do Papa Pio XI (dirigida aos casados). A voz dele é voz do Bom Pastor. Quem a ouve, ouve a Deus. Quem a segue, segue o Divino Pastor. É ovelha Dele e por Ele será reconhe­cida. Deus garante pelo profeta que 'carregará nos ombros as ovelhas prenhes'. 


Ponhamos de um lado as desculpas e os princípios que se ouvem nas famílias e de ou­tro a decisão do Papa:

Desculpas das Famílias
A Decisão de Pio XI

Famílias: Filhos é carga incômoda.

Pio XI: Muitos 'ousam' chamar a prole de carga incômoda do Casamen­to, e afirmam dever ser cuidadosamente evitada pelos cônjuges. Mas isso, não já com a continência honesta permiti­da, também no Matrimônio, quando um e outro cônjuge nisso concordem, mas viciando o ato natural.

Famílias: Os casados são livres na sua vida ín­tima!

Pio XI: E alguns se arrogam esta criminosa li­cença, porque, tendo aversão aos cuidados da prole, pretendem somente satisfazer seus apetites, sem encargo algum.

Famílias: É impossível a continência. E tam­bém a mulher não tem saúde, a família não tem recursos!

Pio XI: Outros alegam para própria desculpa a incapacidade de observar continência, e a im­possibilidade de admitir a prole, por causa das dificuldades próprias, e da mãe, ou das condi­ções econômicas da família.

Famílias: Tudo isso justifica que se evitem os filhos, porque assim procedendo nada se faz contra uma vida que começa a existir!

Pio XI: No entanto, não pode haver razão algu­ma, embora gravíssima, que sirva para tornar conforme com a natureza e honesto o que é in­trinsecamente contrário à natureza.

Famílias: Mas é um exagero chamar de deso­nestos os casados que, tendo relações, evi­tam as conseqüências!

Pio XI: E, sendo que o ato conjugal, por sua 'própria natureza', tem em vista a geração da prole, os que, ao praticá-lo, o tornam conscien­temente incapaz dessa conseqüência, operam contra a natureza, e cometem uma ação tor­pe e intrinsecamente desonesta.

Famílias: Mas Deus não pensa deste modo e sabe perdoar...!

Pio XI: Pelo que, não é maravilha que a Majes­tade divi­na, segundo o atestam as próprias Es­crituras Sagradas, tenha em sumo ódio tão hor­rendo de­lito e o tenha, outrora, castigado com a pena de morte, como recorda Santo Agostinho: 'Porque se está desonestamente com a esposa legítima, quando se impede o fru­to da prole'.

Famílias: E as causas mais do que justas que há para tantos casais?

Pio XI: Os motivos que os levam a defender o uso perverso do Matrimônio são em geral imagi­nários ou exagerados, para não falar dos que são vergonhosos...

Famílias: Não é por comodidade que evito. So­fro demais e quase morro com os partos re­petidos!...

Pio XI: A Igreja, Mãe bondosa, compreende e conhece perfeitamente o que alegam a favor da saúde e do perigo de vida das mães. E quem poderá considerá-lo sem viva compaixão? Quem não se sentirá tomado de viva admiração ao ver uma mãe oferecer-se, com fortaleza he­róica, a uma morte quase certa para poupar a vida à prole já concebida?

Famílias: Mas se o marido não admite os fi­lhos e foge ao dever que lhe cabe?

Pio XI: A Santa Igreja sabe, também, perfeita­mente que com freqüência um dos cônjuges é mais vítima do que causa do pecado, quando, por motivos verdadeiramente graves, e sem que com isso concorde, permite a perversão da or­dem devida, da qual, portanto, não se torna réu, desde que se lembre das leis da caridade, procurando dissuadir e afastar o outro do peca­do.

Famílias: Como vejo, não há concessão algu­ma no caso?

Pio XI: Não pode dizer-se que procedam con­tra a ordem da natureza os cônjuges que usam do seu direito na forma devida e natural, ainda que, por causas naturais de tempo ou de outras circunstâncias defeituosas, não possam dar ori­gem a uma nova vida. – O Papa fala em segui­da dos fins secundários do Casamen­to, fins que aos cônjuges é lícito desejar, desde que respei­tem a natureza intrínseca do ato e, por con­seguinte, sua subordinação ao fim princi­pal...

Famílias: Há ainda a pobreza dos casais!

Pio XI: Igualmente chegam ao íntimo da nossa alma os gemidos daqueles cônjuges que, opri­midos duramente pela falta de meios, lutam com gravíssimas dificuldades para manter a sua pro­le. No entanto, é necessário estar bem vigilan­te afim de que as deploráveis condições ma­teriais não induzam num erro bem mais fu­nesto, uma vez que não podem existir dificulda­des tão graves que sirvam para desobrigar dos Mandamen­tos de Deus, que proíbem todo o ato mau por sua própria natureza.

Famílias: Pensando bem, há casos em que é impossível seguir semelhante doutrina e guardar Mandamen­to tão penoso.

Pio XI: Em qualquer hipótese, os cônjuges, sustentados pela Graça de Deus, podem sempre cumprir fielmente a sua missão e conservar livre de toda a mancha a castidade no Matrimônio. Pois é uma verdade inconcussa da Fé cristã, expressamente declarada pelo Ma­gistério do Concílio de Trento, que 'ninguém deve seguir aquela opinião temerária, conde­nada pelos Padres, sob a ameaça de exco­munhão, que, para o homem justificado, não há possibilidade de cumprir os Mandamen­tos de Deus'. E isto, porque Deus não ordena coisas impossíveis, mas, ao ordenar, adverte que faças o que puderes e peças o que não puderes e ajuda-te a poder.

Famílias: Estou sossegada, porque meu con­fessor nunca condenou meu procedimento!

Pio XI: Se algum confessor ou pastor de al­mas, o que Deus não permita, induzisse ele próprio a tais erros os fiéis a si confiados ou neles os confirmasse, quer aprovando, quer calando-se culposamente, saiba que terá de prestar contas severas a Deus, Juiz Supre­mo, da traição à sua missão, e considere como dirigidas a si as palavras de Cristo: 'São cegos e guias cegos, e, se um cego serve de guia a outro cego, ambos caem no abismo'.

Famílias: Posso ser religiosa, mesmo no caso de 'fazer como as outras'.

Pio XI: Nossa palavra proclamada altamente e novamente decreta que, quando o uso do Ma­trimônio, devido à malicia humana, seja frus­trado da sua natural virtude procriadora, é contrário à Lei de Deus e da Natureza, e os que tal ousem praticar tornam-se réus de culpa grave.

Famílias: Não gosto de ouvir os padres falar sobre isso...!

Pio XI: Recomendamos, por isso, aos sacerdo­tes, que se ocupam na audição de confissões e a todos os outros, que têm cura de almas, não permitam que os fiéis entregues aos seus cuidados possam errar em ponto tão impor­tante da Lei de Deus, e principalmente insisti­mos em que se guardem a si mesmos dessas falsas opiniões e com elas jamais se tornem coniventes.

Então, leitora, estamos certos neste assunto: a voz do Pastor das almas é muito diferen­te das opiniões pronunciadas em rodas e palestras. Mesmo que no meio haja um senhor médico que, em nome da ciência, reclame liberdades, não vaciles. Fica com o Pastor da Cristandade! A ciência, há muito tempo, que já faliu perante a Fé, sustentando coisas hoje para desmenti-las amanhã. Parece ironia, mas é realidade. Em Paris, na mesma sala em que célebre professor exi­gia que se matasse o embrião, veio depois um seu discípulo, não menos célebre, ensinar que nunca se deve fazer isso. Palavras humanas são vãs, mas as vozes de Deus não passam nem desmerecem da verdade”(Rev. Pe. Geraldo Pires de Souza, C.Ss.R., “As Três Chamas do Lar”, Cap. IV, 25, pp. 55-59, 2ª Edição, Ed. Vozes Ltda, Petrópolis, 1939).


Fonte: Acessar o ensaio "Em Defesa do Sacramento do Matrimônio" no link "Meus Documentos - Lista de Livros".

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