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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 10 de dezembro de 2011

O Dom das Línguas é dado no Sacramento do Batismo?



Respostas dos Erros Modernos

O Dom das Línguas é “recebido desde o seu Batismo quando cri­ança... Todo o cristão possui potencialmente os Dons do Es­pírito, desde que recebeu o Dom de Deus pelo Batismo, mas re­quer-se uma liber­tação, uma entrega amorosa ao Senhor para que os Caris­mas comecem a mani­festar-se. Esta libertação é a que se favorece nos movimentos de anima­ção que periodi­camente e de formas di­versas se apresentam na Igreja”(Emmir Nogueira, ob. cit.; R. Pe. Diego Jaramillo, ob. cit.).


Respostas dos Ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica

"Não”(D. Estêvão Tavares Bittencourt, O.S.B., “Cartas Respostas”, da­tadas de 12/12/2002 e 29/12/2002, à um consultante do Estado do Amazonas).

Não. Porque sendo o Dom das Línguas, uma Graça especial de or­dem sobrenatu­ral, ou seja, um Milagre (S. Marc. 16, 17), “escapa à nossa experiênc­ia”, e somente pode ser co­nhecida pela Fé e pelas Obras: “é pelos seus fru­tos que os reconhecereis”(S. Mat. 7, 20). Ora, ninguém faz experiência com os Mi­lagres. Além do mais, a Glossolalia constitui um Si­nal certíssimo da Revelação, e por isso, este Dom sobrenatural deve adaptar-se à inteligência hu­mana, e dessa forma ser motivo de credibilidade (cfr. Catecismo da Igreja Católica, nn. 157, 2003, 2005). Se esta Graça não estiver acomodada ao entendimento humano “não dirão que estais loucos?”(I Cor. 14, 23). Hoje em dia, há quem queira ensi­nar al­garavia como se fosse Dom das Línguas.

Este Dom é uma Graça Extraordinária (cfr. Catec. da Igreja Católica, nº 799), e como o termo indica, é um benefício concedido fora da Ordem Ordiná­ria estabelecida por Deus. Ora, é ordinariamente pelo Sacramento do Batismo que recebemos os Dons do Espírito Santo, e não consta em nenhuma Lite­ratura Cató­lica (e nem pode haver), que os Carismas Ex­traordinários sejam concedidos no Sacramento do Batismo. Além do mais, as criancinhas dei­xariam inúteis (se fosse possível recebê-los pelo Batismo), Dons tão preciosos e raros, pois, segun­do é ensi­nado “eles eram concedidos imediatamente por Deus, não meramente para confirmar na Fé aqueles que os recebia, mas sim, para o bem da Igreja intei­ra”(R. Pe. Dr. L. Rumble, M.S.C., ob. cit.). Por fim, não consta, nem na História Eclesiás­tica nem na Hagiografia e muito menos nas estórias profanas que, um bebê recém-batizado tenha falado diversos idiomas, se hou­ver gostaria imensa­mente de saber.

► “O negociante não deixa nunca o seu dinheiro no caixa sem o fazer render; assim Deus não quer que as Suas Graças fiquem inutilizadas, quer que os homens as aproveitem (S. Iri­neu)(R. Pe. Francisco Spirago, ob. cit.).
Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas" no link "Meus Documentos - Lista de Livros".

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