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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Santo Sacrifício da Missa e a Modéstia no Vestir


"Não sejais motivo de Escândalo,
nem para os Judeus, nem para os Gentios,
nem para a Igreja de Deus"

(1 Cor. 10, 32).

“Digamos agora quais são as disposições, com que se deve assistir à Santa Mis­sa, e qual é o modo de ouvi-la. Basta atender ao pouco que fica dito do Sa­crifício da Mis­sa para qualquer cristão conhecer as disposições, que deve ter para assistir à Santa Missa, de modo que honre Deus, e consiga utilidade para sua alma. Temos dito que o Sacri­fício da Missa é o mesmo que o da Cruz. Se nós, pois (instruídos dos Mistérios de Jesus Cristo), estivésse­mos presente no Calvário, e aí víssemos a Cristo prega­do na Cruz, pade­cendo dores, e tormentos indizíveis, derramando o seu precioso Sangue pelas inumeráveis Cha­gas do seu Corpo, e entre lágrimas, sus­piros, e clamores, que enviava a seu Eterno Pai, espirar para consumar o seu Sacrifício, se nós digo, pre­senciássemos tudo isto, quais seriam os nossos sentimentos, e os nossos afetos? Deixaríamos de ser penetrados de piedade, com­paixão, e ternura para com Jesus Cristo, que assim nos amava e padecia por nós?

Deixaríamos de amá-lo, e adorá-lo como nosso Deus e Salvador, e de agradecer-lhe tão estupendo benefício?

Deixaríamos de compungir-nos e arrepender-nos de nossos pecados, pelos quais Je­sus Cristo padecia e morria? Deixaríamos de oferecer-nos inteiramente a Deus, em Cris­to e por Cristo, e de pedir-lhe o perdão pelos merecimentos de seu Filho espirando na Cruz, esperando consegui-lo por Ele?

Em fim, deixaríamos de mostrar até no nosso exterior modéstia, devoção e com­punção? Pois eis aqui os sentimentos e afetos de que de­vemos estar anima­dos quando assistimos ao tre­mendo, e adorável Sa­crifício da Missa.

Papa Bento XVI celebrando Versus Deum

... o Concílio de Trento nos ensina, que para conseguirmos de Deus miseri­córdia mediante a oblação do Sacrifício da Missa, devemos apresentar-nos a Ele com Fé, Temor, Reverência, con­tritos e penitentes; e em outro lugar (Sess. 22. Dect. de Obser­vandis) nos diz e ordena, que não se celebre este Sacrifício, se os que assistem a Ele não manifestam pelo seu exte­rior composto, que eles es­tão presentes não só com o corpo, mas também com o espírito, e com devoto afeto do co­ração. Concluamos, pois, que para bem ouvir e assistir ao Sacrifí­cio da Missa são necessárias disposi­ções interiores e exteriores; as interiores são:

1ª) Uma Fé reta e sincera, que nos faz crer, e que de algum modo nos des­cobre os grandes Mistérios, que se encerram neste Divino Sacrifício;

2ª) o Temor à vista dos nossos pecados, e ao mesmo tempo a Confiança à vista de Jesus Cristo, que se oferece por nós ao Eterno Pai;

3ª) a Reverência e o Respeito a esta Divina Oblação, o respeito a Deus Pa­dre, e que a Igre­ja o oferece pelo seu Ministro; e juntamente com Cristo e por Cris­to, a Igreja e cada um dos cris­tãos se oferece a Deus para aplacá-lo, e para obter a sua misericórdia;

4ª) a detestação, o arrependimento e a dor dos nossos pecados, com os quais ofendemos a Deus, e para expiação dos quais Cristo se oferece;

5ª) o desejo de unir-nos à intenção da Igreja na oblação deste Sacrifício, que é ofe­recido em nome de todos. A Igreja oferece a Santa Missa, para adorar e honrar a Deus com o Culto Supre­mo que Lhe é devido; para pedir e obter de Deus o perdão e a expiação dos pecados; e para impe­trar graças de benefícios, etc.; esta deve ser a mesma intenção dos que assistem à Santa Missa;

6ª) em fim, a atenção, a devoção e o interior recolhimento.

Papa Bento XVI celebrando ad Orientem

► As disposições exteriores são estas:

1ª) A decente e modesta compostura nos vestidos;

2ª) o silêncio e modéstia;

3ª) uma postura que indique respeito, devoção e humildade.

Estas são em suma as disposições com que se deve assistir ao Santo Sacrifício da Mis­sa.

Daqui devemos inferir com o Catecismo de Montpelier (Part. III, Sec. II, Caps. 7, 9, 20), que não ouvem bem a Santa Missa, e que pecam contra a Re­verência de­vida ao Divino Sacrifício:


Papa Bento XVI celebrando Versus Deum

1º) Os que a Ele assistem de um modo escandaloso, com as suas imodes­tas distra­ções, com posturas indecentes, com conversas pouco edificantes (e tal­vez indecorosas) e com enfeites totalmente profanos (e descompostos; o que por des­graça se vê em muitas igre­jas) mostram que não tem algum sentimento de Religião;

2º) os que se achando em pecado mortal assistem à Santa Missa sem al­gum afeto à peni­tência e sem algum desejo de se converter. Segundo a presente Disciplina, não há lei alguma da Igreja que proíba aos pecadores (à exceção dos ex­comungados) assistirem ao Santo Sacrifício da Missa; eles, pois, devem assistir a Ela nos Domingos e Dias Santos: a Igreja obrigando os pecado­res a assistir a San­ta Missa, pretende que eles o façam com sentimentos de Fé, de Humildade e de Compunção, para moverem a Deus a que lhes con­ceda o Dom da Penitência e da inteira conver­são, que eles devem desejar e procurar..."("Manual das Missões e De­vocionário Popular", por um Presbítero da Congregação da Missão, pp. 45-48, Ed. Cat. Benziger & C., Einsiedeln (Suíça), 1908).

Pe. Joseph Ratzinger celebrando Versus Deum

► "Terminando, reprovamos ainda outro deplorável abuso: o das senho­ras e mo­ças que vão à Missa vestidas à última Moda, às vezes bastante indecente para lugar tão Santo. Estas pesso­as não medem a imensa dívida que contraem para com Deus. Jesus Cristo, do alto da Cruz, parece dizer-lhes:

'Vê, minha filha, estou atado a este lenho, inundado de Sangue, cober­to de Chagas, para pagar o escândalo de teus trajes inconvenientes. Tu, por ironia cruel, apareces aqui ostentando tua elegância; não te envergonhas de mostrar-te a Meus olhos nesse estado em que escandalizas meus fiéis? Toma cuidado para que teu luxo e tua vaidade não te lan­cem ao fogo do Inferno!'

A garridice, o luxo é como um archote que acende desejos ilícitos até no cora­ção dos justos; que fogo não acenderá nos levianos e impuros! As pessoas adornadas com tanto cuidado são sempre perigo­sas: desviam do altar a atenção dos homens e são a causa de distrações e pensamentos criminosos. Quem prepara o veneno comete um pecado mortal, mesmo que não o tome aquele a quem é destinado; o mesmo acon­tece com estas pessoas: pecam pelo único fato de expor os outros à tentação. Sua falta é ainda mais escandalosa, quando assim se apresentam na Santa Missa. Como responderão por suas vítimas no dia do Juízo? Acres­centa a isso que são uma ocasião de pecado para outras senhoras, a quem servem de fi­gurinos de imi­tação"(Ven. Pe. Martinho de Cochem, "Explicação da Santa Missa", Cap. XXX, pp. 332-333, 2ª edição, Typ. de S. Francisco, Bahia, 1914).

Pasmem!


"À necessidade de converter o mundo,
afirma Pe. Bevilacqua,
parece ter sub-entrado
a necessidade de converter-se ao mundo"

(R. Pe. João Calábria, "Instaurare Omnia in Christo",
Part. II, Cap. "A Renúncia às obras de Satanás").

Fonte: Acessar o ensaio "Reminiscência sobre a Modéstia no Vestir" no link "Meus Documentos - Lista de Livros".

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