Blog Católico, para os Católicos

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quem são os que desejam, temerariamente, os Dons Extraordinários?



Genealogia dos Iludidos

Satã

(Satã, o maior de todos os iludidos)

"Dize a esta pedra que se converta em pão... lança-Te daqui abaixo...”(S. Mat. 4, 1-11; S. Luc. 4, 1-13).

O Demônio pede a Nosso Senhor que, presunçosa e temerariamente, rea­lize Milagres; mas, a resposta de Deus foi simples e esmagadora: “Não tentarás o Senhor Teu Deus”, isto é, “não te expo­rás temerariamente ao peri­go, para pôr à prova a bondade de Deus”(R. Pe. Matos Soares, “Bíblia Sa­grada”, trad. da Vulgata Sixto-Clementina; cfr. Notas), ou em ou­tras palavras: “Tentar a Deus para pro­var a bondade e o Poder Divino, é expor-se ao peri­go” (D. Vi­cente M. Zioni, ob. cit., cfr. Notas).

Simão, o Mago

(como figura fiel dos falsos carismáticos)

► “... E, observando os prodígios e grandes milagres que se fazi­am, cheio de pas­mo, ad­mirava-se (n.c: não de uma admiração humilde e sadia, mas sim, enganosa, egoís­ta, in­vejosa e irrespon­sável)... Dai-me também a mim este poder...”(At. 8, 9-25).

O “proceder de Simão deu origem ao termo Simonia, que significa, o co­mércio com as coisas sa­gradas”(R. Pe. Matos Soares, ob. cit., cfr. Notas).

Simão, o Mago, é considerado pelos bons autores, como o Pai de to­das as Here­sias.

Constata-se esse pecado em todos os hereges, mas, de forma mais sutil nas Seitas di­tas cristãs.

São Judas Tadeu, falando dos hereges, afirma que, “assim como Sodoma e Go­morra, e as ci­dades circunvizinhas, que fornicaram com elas, e se abandona­ram ao prazer in­fame, fo­ram postas por escarmento, sofrendo a pena do fogo eterno, da mesma maneira tam­bém estes contaminaram a sua carne, e des­prezam a Dominação (de Cristo), e blasfe­mam da Majesta­de (Divina)... Estes, porém, blasfemam de todas as coisas que ignoram, e pervertem-se como animais sem razão em todas aquelas coisas que conhecem naturalmente. Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e, por (causa de um aviltante) lu­cro, precipitaram-se no erro de Balaão, e pereceram na rebelião de Core... para os quais está reservada uma tempestade de trevas por toda a eternida­de”(7-13).

Os Escribas e Fariseus

(figura de todos os hipócritas, mercenários e blasfemadores)

► “Mestre, nós desejávamos ver algum prodígio Teu”(S. Mat. 12, 38).

E a Sabedoria Encarnada responde-lhes: “Esta geração má e adúl­tera pede um pro­dígio, mas não lhe será dado outro prodígio, senão o prodí­gio do Profeta Jonas”(S. Mat. 12, 39; 16, 1-4).

Realmente foi dado a estes o prodígio da Gloriosa Morte e Ressur­reição de Nosso Se­nhor; e o que foi que fizeram?

“Tendo elas (n.c: as Santas Mulheres) partido, eis que foram à cida­de al­guns dos guar­das, e no­tificaram aos príncipes dos sacerdotes tudo o que ti­nha su­cedido. E, tendo-se congre­gado com os an­ciãos, depois de tomarem con­selho, deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, dizendo-lhes: ‘Dizei: os seus discípulos vieram de noite, e, enquanto nós estávamos dormindo, o rouba­ram. E, se che­gar isto aos ouvidos do governador, nós lho faremos crer, e atende­remos a vossa segurança...’”(S. Mat. 28, 11-15).

Assim acontece, também, com esta nossa geração má, pois, nos é dado ver o prodígio do Profeta Jonas, todos os dias nos nossos San­tos Alta­res, no Santo Sacrifício da Missa. E o que é que acontece atualmen­te? Sim­plesmente, desprezamos a Fonte, de onde jorram todas as Graças, para cor­rermos ao primeiro falso profeta, para impor as suas pecaminosas mãos so­bre nós, para recebermos fictícias curas, milagres, liberta­ções, dons, etc.

Ora, Santo Afonso Maria de Ligório ensina: “O Concílio de Trento diz da Santa Mis­sa (Sess. 22): ‘Devemos reconhe­cer que ne­nhum outro ato pode ser praticado pelos fiéis que seja tão Santo como a Celebração deste tre­mendo Mistério. O próprio Deus Todo-Podero­so não pode fa­zer que exista uma ação mais su­blime e Santa do que o Santo Sacrifício da Mis­sa...’ ... São João Crisóstomo diz que durante a Santa Missa o Altar está circunda­do de An­jos que aí se reúnem para adorar a Jesus Cristo que, nesse Sa­crifício su­blime, é oferecido ao Pai Celeste (De Sac., 1. 6). Que cristão poderá du­vidar, es­creve São Gregório (Dial. 4, c. 58), que os Céus se abram à voz do Sa­cerdote, du­rante esse Santo Sacrifício, e que Coros de An­jos assistiam a esse su­blime Misté­rio de Jesus Cristo. Santo Agostinho chega até a dizer que os Anjos se colocam ao lado do Sacerdote para servi-lo como ajudantes... São Boaventura (De Inst. Nov., 1. c.) diz que a Santa Missa nos põe diante dos olhos todo o amor que Deus nos de­dicou e que é, de certo modo, um Compêndio de todos os Bene­fícios que Ele nos fez... Deve­mos por isso reconhecer, com o Santo Concílio de Trento, que a Santa Missa é a mais Santa e Divina de todas as Obras (Sess. 22)... Segun­do o Concílio (Sess. 22, c. 2), é especialmente durante a Santa Missa que o Senhor ‘está sen­tado naquele Trono de Graças’, ao qual deve­mos nos che­gar, diz o Apóstolo, ‘para alcançar­mos mise­ricórdia e encontrarmos Graças no momento oportuno’(Heb. 4, 16). Até os Anjos es­peram o tempo da Santa Missa, diz São João Crisóstomo (Hom. 13, De incomp. Dei nat.), para pedirem com mais resulta­do por nós, e ele acrescenta que, dificilmente se alcançará aquilo que não se con­segue durante a Santa Mis­sa”(R. Pe. Saint-Omer, C.Ss.R., “Escola da Per­feição Cristã para Seculares e Religiosos”, Part. IV, Cap. III, Art. I-II).

Deixemos, pois, a ilusória vida do maravilhoso e firmemos o nosso coração e a nossa mente nos sólidos Fundamentos da Fé Católica, “e todas estas coisas vos serão dadas de acrésci­mo”(S. Mat. 6, 33), se assim o quiser a Sacrossanta Vontade Divina (n. c. ).

Mas, apesar de terem visto os prodígios e milagres operados por Nosso Senhor, disse­ram: é “por virtude de Belzebu, príncipe dos Demônios”(S. Mat. 12, 24). E Nosso Senhor res­ponde-lhes: “Pelas tuas palavras serás justifica­do, e pe­las tuas palavras serás condenado”(S. Mat. 12, 27), “porque os Judeus exigem milagres...”(I Cor. 1, 22-25).

Herodes

(figura de todos os zombadores, impudicos e réprobos)

► “... E Pilatos, ouvindo falar da Galiléia, perguntou se aquele homem era Galileu. E, quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteu-O a Hero­des, o qual, naqueles dias, encontrava-se também em Jerusalém.

Herodes,tendo visto Jesus, teve grande alegria, porque havia muito tempo que tinha desejo de O ver (S. Luc. 9, 9), por ter ouvido falar Dele muitas coisas, e esperava vê-lO fazer algum Milagre...”(S. Luc. 23, 1-12).

A Sabedoria Encarnada interpelada pela loucura encarnada, não diz uma única palavra (S. Luc. 23, 9), antes, a rejeita e despreza silenciosamente. E, não poderia ser de outra manei­ra, pois, entre as duas há um abismo infinito de oposi­ção.

A loucura encarnada, fez calar a voz do Profeta da Sabedoria Encar­nada; logo, a Sa­bedoria En­carnada não há nada a dizer a quem não quer ouvir. Este é, sem dúvida, o maior cas­tigo aplicado ao ho­mem nesta vida, e o será também na próxima: o des­prezo de Deus.

Os Filhos da Loucura


 (patriarcas dos pseudos fazedores de milagres)


Janes e Mambres: “... Mas Faraó chamou os sábios e magos, e eles fizeram tam­bém coisas semelhantes por meio dos encantamentos egípcios e de certos segredos (n.c: ci­ências ocultas). E lança­ram por terra cada um deles as suas varas, as quais se converteram em dragões, mas a vara de Arão de­vorou as varas deles”(Ex. 7, 8-12; cfr. vs. 20-22). “Os ma­gos, com o auxílio do Demônio e permissão de Deus, puderam contrafazer o milagre de Moi­sés. Deus, porém, para mostrar que Moisés era seu enviado e muito superior aos magos, fez com que a vara de Arão devorasse as varas dos magos”(R. Pe. Matos Soares, ob. cit., cfr. no­tas).
(Disputa de S. Pedro e Simão, o Mago, e a crucifixão de S. Pedro)

Simão, o Mago: “... Ora, encontrava-se nela um homem, chama­do Si­mão, o qual antes tinha exercido a magia, enganando o povo de Samaria, di­zendo que era um grande perso­nagem; e todos lhe davam ouvidos, desde o me­nor até ao maior, dizendo: ‘Este é a Virtu­de de Deus, a qual se chama a gran­de’. E obe­deciam-lhe, porque, com as suas artes mágicas, os tra­zia seduzidos desde há muito tempo”(At. 8, 9-11).

Simão, o Mago, nutria um ódio figadal para com o Apóstolo São Pe­dro. Vide entre ou­tras conten­das, a formal acusação de bruxaria movida por Si­mão contra São Pedro em Antio­quia, narrada por São Clemente I, Papa, no “Reco­nhec.”, X, 54; ed. Migne, T. I, P. 1466; e nas “Homilias”, passim. As lutas de São Pedro e de Simão constituem o objeto das larguíssimas 20 Homilias, atribuí­das àquele São Clemente I, Papa. Dele fala também Euséb., “Hist. Ecles.”, II, b; o “A. dos Philosophum.”, VI, I, 20, P. 67, ed. Paris.

Que de fato, São Pedro tenha vindo a Roma a fim de se opor a Si­mão, o Mago, pode-se com fundamento afirmar, atento ao imenso dano que então causa­vam em toda a Igreja, e também em Roma, as Heresias de Simão. O Santo Após­tolo, na segunda Epístola, escrita exatamente a esse tempo, da ci­dade de Roma, e provavelmente na casa de São Pudente, do cárcere Marmetino, quase que ou­tra coisa não faz senão combater o Simonismo; o mesmo transparece nas Cartas, mais ou menos contemporâne­as, de São Paulo, São João, São Tiago, São Judas. Já a primeira vinda a Roma no tempo de Cláudio ti­vera a mesma ra­zão: “Petrus ... Claudii imperatoris, anno, ad expugnandum Simonem magum per­git”. As­sim São Jerônimo, “De vir. Ill.”, cap. I. Estão de acordo as Constituições Apostól., VI, 7, e em outros pas­sos e mais largamente os “Reconhec.” E as “Homi­lias” de São Cle­mente, valiosos Documentos de remota Antigüidade. Combinam São Filástrio, São Cirilo Jerosolimitano, os Filosofunemos, recente­mente desco­bertos, e outros Escritores Eclesiásticos em bom número.

Conferir At. 19, 17-19. Dos livros de magia compostos por Simão, o Mago, e dados aos discípu­los se fala nas “Constituições Apostól.”, VI, 16; nos “Filosofu­nemos”, VI, cap. I, passim.

Quanto às bruxarias de Simão, o Mago, hão de menear a cabeça es­píritos levianos. Pode certa­mente o Demônio produzir tais fantasmagorias. E com efeito a Escritura nos recorda algumas que a estas se assemelham, operadas pe­los Ma­gos do Egito; e pela Pitonisa de En­dor. No caso do nosso nigroman­te, te­nha pre­sente o leitor que ele era o tal “... porque, com as suas Artes Mágicas, os trazia seduzidos desde há muito tempo”(At. 8, 10-11). Temerário, pois, aquele que ne­gasse que Simão operava Magias, sendo, como eram, realmente admirá­veis os seus Prestígios. Aliás, todos os antigos Escritores Eclesiásti­cos falam de Simão e lhe atribuem bruxedos e magias (R. Pe. J. J. Franco, S.J.).
(S. Paulo cega Elimas, o Mago)

Barjesus: “... E, tendo percorrido toda a ilha até Pafos, encontra­ram um certo ho­mem Mago, falso profeta, judeu, que tinha por nome Barjesus, o qual estava com o Procôn­sul Sérgio Pau­lo, homem prudente. Este, tendo manda­do chamar Barnabé e Saulo dese­java ouvir a Palavra de Deus. Mas Elimas, o Mago (porque assim se interpreta o seu nome), se lhes opu­nha, procurando afas­tar da Fé o Procônsul. Porém Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Es­pírito Santo, fixando nele os olhos, disse: ‘ó (tu, que estás) cheio de todo o engano e de toda a astúcia, filho do Demônio, inimigo de toda a Justiça, tu não deixas de per­verter os cami­nhos re­tos do Senhor. Pois agora, eis que a Mão do Senhor está sobre ti, e serás cego sem ver o sol du­rante certo tempo’. E logo caiu sobre ele uma obscuridade e trevas, e, andan­do à roda, buscava quem lhe desse a mão. Então o Procônsul, vendo este fato, creu, admiran­do a Doutrina do Se­nhor”(At. 13, 4-12).
(Montano, Priscila e Maximilia)

Montano: “Nascido em Pepusa, na Frigia (pelo ano de 170 d.c.), provavelmen­te, an­tigo sacer­dote de Cibele, logo foi recebido no seio do Cristianis­mo, apresentou-se como inspi­rado pelo Espírito Santo, como o órgão mais pode­roso do Paráclito, que até então aparecera, ameaçando com os castigos mais se­veros e mais próximos, aqueles que se insurgissem con­tra ele e o perseguissem. A ins­piração, de que Montano se dizia dotado, era só mo­mentânea; eram uns como arrebatamentos passageiros, que lhe roubavam toda a reflexão e consci­ência de si mesmo. ‘Eis o Deus, eis o Espírito Santo, que fala’, exclamava Montano nos seus êxtases pro­féticos (necesse est excidat sensu)...”(Dr. João Alzog, “His­tória Universal da Igreja”, Tom. I, 2º Período, Part. II, Cap. II, Art. LXXIII).
(Apologistas do Paganismo)

Os Pagãos: “Vós, se não virdes milagres e prodígios, não credes”(S. Jo. 4, 48). E, ulti­mamente, os Pentecostais e os Carismáticos...

Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas) no link "Meus Documentos - Lista de Livros". 

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